Publicado por: casanamontanha | 08/05/2009

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And it’s you when I look in the mirror

And it’s you that makes it hard to let go

Sometimes you can’t make it on your own

Sometimes you can’t make it

The best you can do is to fake it

Sometimes you can’t make it on your own

(U2)

Olha pra mim!

O sinônimo de fortaleza não é o meu nome. E simplificar e querer resolver não me dão superpoderes.

Me vê?

Eu não sei pedir ajuda, colo, nada!

É tão difícil assim de perceber?

Você acha que eu finjo muito bem?

É, meu amado, não há nada como a repetição. E já são mais de 40 anos aperfeiçoando a técnica.

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Publicado por: casanamontanha | 04/05/2009

Falta pouco, muito pouco

no-barco

Costumo dizer que sempre me falta pouco para romper. A sensação é sempre essa, de estar caminhando sempre perto demais da linha que divide o São do Insano.

Há dias em que tudo o que vejo me chega violentamente. Me dói viver. E eu passo esses dias a caminhar na ponta dos pés, respirando cuidadosa pra que não me percebam e quem sabe assim a Loucura não se lembre de mim e não me estenda a mão pegajosa.

Noutros, me vejo tão de bem e de acordo com tudo e todos que é como se não fosse eu mesma a outra, que antes ardia, como em queimadura latejando vivesse.

Estranho e não há costume que se faça por sobre essas peles que se criam, sempre outras, sempre tantas, sempre tão diversas. Como se uma fosse escalavrada e permeável, já a outra tão macia e flexivel, porém quase intransponível, intocável, guardando sempre por dentro um ser em equilíbrio, São.

Já não sei mais se ando tão distante assim do Insano. O que sinto?

É que falta pouco. Muito. Muito pouco.

Ou é sempre assim que deve seguir esse viver da gente?

Publicado por: casanamontanha | 30/04/2009

Desapontamento…

…é o que se sente quando o que mais se esperava e queria, simplesmente, não vem.

… é o que a mãe de todas as decepções ( Dona Expectativa) fermenta sorridente dentro de mim.

… é a pequena ruga no queixo, antes do choro.

… é aquilo que me turva o olho.

… é o amarelo no meu sorriso.

… é o que dobra o peso dos meus ombros, curva meu peito pra dentro e encrava meu coração (como as garras daquele maldito anel!) em frio metal.

Publicado por: casanamontanha | 08/04/2009

Termômetro

Adotei um termômetro personalíssimo: – pra quando as coisas não estão bem e eu, pra variar, atropelada pela maluquice dos dias, não me dou conta, a não ser quando o pezinho começa a desbarrancar na beirada do precipício – Ele.

Quando ele começa a me frequentar, nos sonhos, nos dias. Quando há uma saudade sem remédio, uma ausência, um abandono, uma mágoa, uma ansiedade adolescente…quando tudo que eu faço me leva ou me traz a ele. Quando absolutamente todo e qualquer minuto de solidão e silêncio assumem a cor, o gosto, o cheiro dele. E os olhos dele.

É ai que eu sinto uma profunda raiva de mim. E uma perplexidade…

Como é que pode?

De onde vem esse sentimento tão antigo?

Como ele sobrevive ao abandono, à inércia, ao tempo, à indiferença, à covardia?

E tomo um belo gole de constatação: sempre, toda vez, em cada uma das crises, em cada desespero, é pra ele que eu corro. Mas ele decidiu que não mais, nunca mais, de jeito nenhum, vai ficar perto de mim, “à minha disposição”.

Essa frase me atravessou como um grito agudo numa enorme sala vazia (o eco que me dói os ouvidos e atormenta os dias)… mesmo tendo sido dita com tamanho cuidado. A suavidade cortando feito lasca de cristal, certeira, ardida, funda. Um meio sorriso torto, um olho quase caridoso, uma simpatia e uma proposta de amizade eterna, de irmandade assexual… de habitar dali em diante o território morno onde habitam os acomodados, os medrosos, os que se encolhem e não desejam nem um milímetro além do controlável, do ménsurável, do possível.

Ele leva alguma certeza. Eu?

Dor.

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